O pró-labore tem características diferentes do salário pago a um colaborador — mas é possível ser sócio de uma empresa e não retirar esse valor? A resposta curta é: depende da sua situação dentro da sociedade, mas na prática recomendamos fortemente que exista.
O que é o pró-labore
É a remuneração do sócio pelo trabalho que ele efetivamente executa na empresa — diferente da distribuição de lucros, que remunera o capital investido, e não o trabalho. Um sócio que atua na operação do negócio deveria, em teoria, ter um pró-labore definido.
Os riscos de não definir um valor
- Dificulta saber o custo real da mão de obra do sócio dentro do negócio
- Cria a tentação de fazer retiradas informais, sem controle
- Distorce a análise de lucratividade da empresa
- Pode gerar problemas previdenciários para o sócio no futuro
Existem situações específicas — sócio investidor, que não atua na operação — em que não há pró-labore, apenas distribuição de lucros. Mas para o sócio que trabalha no dia a dia da empresa, definir um pró-labore compatível com o mercado é o que permite enxergar, com clareza, se o negócio realmente é lucrativo além de sustentar quem trabalha nele.
